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terça-feira, 11 de setembro de 2012

O poder das palavras



 

“A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.”


Certa vez, um homem acusou que seu vizinho era ladrão por várias vezes até que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente. Ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho caluniador.


No tribunal, o caluniador disse ao juiz: - comentários não causam tanto mal, excelentíssimo


e o Juiz respondeu: - escreva os comentários que você fez sobre seu vizinho num papel, depois rasgue-os e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença.


O homem obedeceu e voltou no dia seguinte. Então o Juiz disse: - antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem.




Não posso fazer isso, Meretíssimo - respondeu o homem - o vento deve ter espalhado os pedaços por tudo quanto é lugar. E, sendo assim, já não sei onde estão.


O juiz respondeu: - da mesma maneira que um simples comentário pode destruir a honra de um homem e espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado, se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada.


Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras. No mundo sempre existirão pessoas que vão lhe amar pelo que você é, e outras que vão lhe odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se.

Quem ama não vê defeitos, quem odeia não vê qualidades e, quem é amigo, vê as duas coisas.
 

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